Exposição “DUAS ARTES & UMA ALMA”

EMARP - Exposição de Virginia Mateus - fev 2013 - 01

EMARP - Exposição de Virginia Mateus - fev 2013 - cartazmini

Pinturas de Virgínia Mateus

de 11 de fevereiro a 15 de março 2013

 

Virgínia Mateus

A artista, Virginia Mateus, é uma senhora cuja infância e juventude foi passada em Portimão, mas que actualmente vive em Lagos. Esta exposição retrata a

sua vivência e os locais por onde passou.

Sendo uma artista multifacetada, que vai desde o canto até à moldagem do barro, aqui deixamos as suas impressões em primeira pessoa:

Uma tela pode ser uma melodia… Canto, pinto, porque sou. Porque fui filha de gentes de trabalho. O amor, a raiva, a esperança, a angústia… eu Virgínia, SOU! Não pertenço, sou. Procuro ser… Genuína, verdadeira, autêntica…

SOU! Porque vivi na nudez das memórias, saltam as vozes, “Arribalé, arribalé!” Ó mestre! Valentes que desafiam o mar, sem temor.

SOU! Porque fui, filha de gentes de trabalho, revejo. Sons das sirenes das fábricas,o ritmo dos saltos nas calçadas, o suor dos rostos, os gestos repetidos infinitas vezes por dia…

SOU! Porque lembro, a minha infância, os cheiros da minha terra, a balada do mar, a vida como ela era, dura sofrida… mas feliz na simplicidade de ser quem fomos. Quem hoje sou! Sozinha?

Não una na família, fruto de um amor que desafiou barreiras, na força do amor. SOU!

Elemento comum na partilha, uma vida, uma alma gémea. À frente do seu tempo, viver o próximo, viver a comunidade, ser quem somos. Geramos duas sementes que floresceram de um sentido… sentido de vida, um rumo, saber o caminho, saber caminhar, respeitar mas sonhar! Lutar para cumprir um destino, chegar, ter um fim, sem barreiras mas com limites, os outros, ser quem sonharmos ser! Objecto, na utopia de criar, na procura de novos saberes, na capacidade de formar, aprender, educar, SER! Não sigo, crio!

Procuro a voz das emoções, os sentimentos que comandam os passos da minha vida, numa calçada, numa árvore, na natureza! Na simplicidade do azul do céu… A cruel idade dos anos. Aprendi! Aprendi a ouvir o meu coração, a viver o meu tempo, hoje! A ser quem SOU!

SOU! Porque sinto, o amor, a raiva, a esperança, a angústia, a espontaneidade, a indiferença… Canto, quem SOU! Para onde me conduz a alma, a tela, um diário das minhas conversas comigo mesma, com Deus, com a Vida! Exprimo o meu fado através das cores, da simplicidade das paisagens, na verdade dos objectos quotidianos, a tela é a minha melodia!

Canto! Sinto! Porque SOU!

 

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