Exposição “APRENDIZA DE FEITICEIRA”

EMARP - Exposição de Bombeiros Voluntários Portimão - nov 2015 - 026

Exposição - Folheto informativo desdobrável

Pintura de Ana Paes Rosa

12 de janeiro a 13 de fevereiro de 2015
Horário: Dias úteis das 8h30 às 17h30

 

Ana Paes Rosa

Após três anos de Engenharia, licenciou-se em arquitetura pela ESBAL/UTL (Escola Superior de Belas Artes de Lisboa/ Universidade Técnica de Lisboa).

Desenvolve a atividade profissional de arquiteta na Câmara Municipal de Lisboa, desde 1993.

Finalizou o curso de

Pintura da Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Participou em algumas exposições, nomeadamente:
– Sociedade Nacional de Belas Artes (Coletiva – 2012, 2013 e 2014);
– Galeria Quinta dos Caniços, Tires (Coletiva – 2012)
– Associação Sempre Mulher, Odivelas ( Coletiva – 2013, 2014)
– Galeria Municipal do Montijo (Coletiva – 2013)
– Galeria Municipal de Aljustrel (Coletiva – 2014)
– Pavilhão Multiusos de Odivelas (Coletiva – 2014)
– Câmara Municipal de Lisboa (2014)
– Fundação Marquês de Pombal (Coletiva – 2014)
– 1ª Art Fair / Lx Factory (Coletiva – 2014)

 

Aprendiza de feiticeira

E se um dia a realidade desaparecesse e restassem apenas as representações dela?…

“…O conceito de idolatria contém uma censura que se encontra já inserida na própria forma verbal. Estigmatiza os que das imagens fazem um objeto de adoração (latreia),mas sobretudo adoram as imagens falsas (eidola). O conceito de ídolo tinha já atrás de si uma longa história na filosofia grega, quando adquiriu um significado negativo.

Com este significado emerge ele na tradução grega do Antigo Testamento (Setenta).

Podia designar uma alucinação, um fantasma, mas também as nossas imagens interiores,tão fugidias que dificilmente conseguíamos fixá-las. No Antigo Testamento, porém,entendem-se com este termo também as imagens culturais das outras tribos, que eram feitas de matéria inerte. Personificavam os muitos deuses que, na perspetiva hebraica,não eram deuses vivos, mas ídolos vãos. A adoração de imagens materiais era prova suficiente de que se tratava de falsas religiões, que nada sabiam do Deus verdadeiro…”

“…Que se passa, então, com o argumento da idolatria? Nas imagens desfruta-se a bela aparência e o inebriamento da sedução em si: deste modo, permite-se ser seduzido pela sedução e consome-se o consumo…”

“…A perda do mundo que, hoje, se leva a cabo nas imagens é compensada pela intensidade com que o mundo regressa como imagem e na imagem. A compreensão da idolatria é, nesse sentido, ainda mais uma vez ampliável. Veneramos na imagem ou como imagem o que nos fala ou que renegamos no quotidiano…”

 

in, “A verdadeira imagem”, de Hans Belting

 

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Telefone: 963 068 115